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ANTAGONISMO NATALINO

Nazareth e Giusepina

            Muito se tem falado sobre Papai Noel crescendo a cada ano, parecendo até que toma o lugar do Menino Jesus nas festas natalinas.

            Seria interessante elaborar uma reflexão buscando o porquê desse fenômeno em plena modernidade. Temos percebido que isso vem acontecendo paulatinamente já há algumas décadas.

            Não restam dúvidas que muitos podem ser os fatores que estão gerando esse tipo de fato na atualidade. Mas fixemos nossa atenção em cada um desses dois personagens buscando suas características próprias.

            O Menino Jesus, que é o titular do Natal pois Natal quer dizer “o dia do nascimento”, tem sua data fixada em 25 de Dezembro pelo Papa Júlio 1º na altura do século IV, no início da Idade Média. Portanto, faz aproximadamente 16 séculos que se comemora o nascimento de Cristo em Belém nessa data.

            O cenário é conhecido por todos nós em sua representação no Presépio: um recém-nascido deitadinho na manjedoura  (um tabuleiro onde se coloca alimento para os animais na estrebaria); ali presentes, mãe e o pai adotivo; humildes pastores e seus respectivos rebanhos ali por perto: bovinos, ovinos. Quando muito, a gruta, uma estrela e anjos com trombetas para realçar o clima em que Jesus nasceu. Tudo isso fora da tumultuada Belém para onde se dirigia um enorme quantitativo de gente vinda de todas as partes para o censo exigido pelo Imperador Romano.

            As hospedarias da cidade, praticamente lotadas e uma acomodação ali só a preços altíssimos.

Gente pobre, como José e Maria, naturalmente não tinham condições de arcar com altos recursos, mesmo estando Maria para dar à luz, nenhum espaço seria concedido. Os reis magos ainda não estão presentes: só em janeiro aparecem para prestar homenagens, oferecer presentes e adoração.

            Esse, portanto, é o contexto em que Jesus chega ao mundo rodeado de pobreza e simplicidade.

            O Papai Noel, por sua vez, tem sua origem inspirada no Bispo São Nicolau que distribuía presentes, às escondidas, para crianças pobres. Essa figura, no entanto, só foi se firmar - assim como aparece em nossos dias - na primeira metade do século XIX. Diz a lenda que “a transformação de São Nicolau em Papai Noel começou na Alemanha entre as igrejas protestantes e sua imagem passou definitivamente a ser associada com as festividades do Natal e as costumeiras trocas de presentes no dia 6 de Dezembro (dia de São Nicolau)”.  

            Com o suceder dos anos, a simples distribuição de presentes simples (principalmente docinhos para crianças) tomou proporções maiores e sofreu fortíssima influência do Capitalismo e passou a ser uma oportunidade de fomentar o consumismo desenfreado. Do dia 06 de dezembro foi deslocado para o dia 25 tendo-se em vista a grande festa da cristandade. E essa transferência emplacou de tal maneira que hoje pouca gente sabe que o dia de São Nicolau, o Bispo católico dos presentes, é 06 de dezembro e não 25 que virou o dia de Papai Noel.  

            Esse Papai Noel – figura de velho, barba branca, extremamente gordo, mas sadio de causar inveja – aparece de gorro, botas, bem agasalhado porque é de estirpe escandinava onde aparece em um trenó puxado por oito renas trafegando sobre a neve. Aspecto esse que nada tem a ver com nossa realidade de país tropical. Comenta-se até que o vermelho de seus trajes foi patrocinado e incorporado por iniciativa da Coca-Cola. Seria verdade?

            Temos aí, portanto, o perfil das duas figuras presentes no Natal: um autêntico e outro “oportunista”.

            Não interessa ao mundo do comércio colocar em evidência a figura do Menino Jesus. Ele é pobre; nasceu num estado de total privação e nada tem para presentear materialmente. Distribuir o quê? Amor, fé, esperança? Isso não existe à venda no mercado e nem muita gente interessada nesse tipo de produto. Apenas a Missa do galo já é suficiente para aqueles pouco associados à Igreja.

            Papai Noel, no entanto, é o símbolo da riqueza, da fartura, da abundância. Ele traz presentes para todos... Sim, para todos, contanto que pais e padrinhos possam comprar. Basta o décimo terceiro e têm pacotes até caros com fitas coloridas. Mesmo as crianças pobres nas praças levam para casa algum brinquedinho comprado no “um e noventa e nove”, ou doado por Instituição filantrópica.   

É por isso, e só por isso que Papai Noel sai na frente neste mundo do consumismo que consome até a fé em Cristo nosso Salvador. A moto tantas cilindradas, a bicicleta vermelhinha lustrando, as chaves do carro zero: o pobre Menino Jesus não pode dar. Ele não tem essas coisas... O que Ele tem para oferecer muitos recusam: não se interessam porque não tem valor monetário, só valor espiritual e nada mais...

            O que mais assusta, em tudo isso, é que o “bom velhinho” está cativando cada vez mais as crianças e ficando esquecido o autêntico aniversariante.

            Não seria hora de um sério trabalho de evangelização na família, na catequese, na escola, na Igreja?

 

 

Visita do Padre José Crevacore, ao Asilo do bairro Interlagos

houve confissão, unção dos enfêrmos, e foi momento de alegria

pois os idosos católicos estavam aguardando a visita.

                      Click nas fotos.

    

    

    

 

  

 


 


 

 

 

 

 

 




Escrito por meces.tl às 21h02
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